Publiquei no oniscienteColetivo um post sobre a grande revolução dois ponto zero no jornalismo que a TV Cultura está fazendo:
"Assisto a TV Cultura desde pequeno e sempre vi com bons olhos sua programação. Sempre repleta de programas educativos, sempre visando o acesso livre à cultura. O fato é que a Fundação Padre Anchieta está se mostrando ainda melhor nos últimos tempos. Com idéias realmente inovadoras tanto para construir conteúdo quanto para distribuí-lo."
[...]
"A colaboração extrapola os limites do jornalismo tradicional e revoluciona a forma com que os temas são tratados dando status de editores aos leitores comuns: “As pautas e programas que antes eram definidos pela equipe agora passam pelo crivo dos usuários."
A idéia é bem simples: Vou publicar aqui a lista de coisas que leio (arquivo OPML) e vou comentar alguns dos feed que assino. Vou tecer alguns comentários de por que eu os leio e o que acho interessante neles. A idéia original deste post é do Leandro "Trecker" Gabriel.
Site do Aurélio (Verde): Note que eu escrevi "site" e não blog. O site do Aurélio é uma fonte muito rica pra quem gosta do mundo script. Possui muitos guias, tutoriais e how-to's sobre shell script, expressões regulares, sed e por ai vai. Excelente referência técnica. Já o blog, desde a desnerdização, sempre trás experiências divertidas com surf, bandas punk e devaneios aleatórios sobre a vida e tudo mais.
Br-Linux: Mais um excelente blog de Augusto Campos. Reune e agrega várias fontes de informação sobre o mundo oopen source. Merece anteção especial pela qualidade das notícias que é sempre boa. Assumi que apenas BR-Linux é o suficiente pra saber da maioria das notícias desse meio. Leio e recomendo, tanto que fiz um bot para entregar as manchetes das notícias pelo Twitter.
Nerdcast: Um podcast sobre tudo. Exatamente isso: Nerds reunidos que falam dos assuntos mais diversos: Seja sobre cinema, computação, internet, livros e o que mais você procurar. Tudo sempre de bom humor, claro. E olha que humor nerd costuma ser sempre criativo :-)
E agora uma proposta aos meus leitores: O que vocês estão lendo? Postem, divulguem, compartilhem!
Sobrevivente de uma experiência sensacional, a Virada Cultural veio para mudar algumas opiniões e rever alguns conceitos sobre cultura. De longe o meior evento de cultura (não-nerd) que fui até hoje. A prefeitura de São Paulo está de parabéns pela organização e promoção de um evento como este, que no mínimo é interessante e vale prestar um pouco de atenção.
Acesso livre à cultura!
Foi a primeira vez que fui à uma Virada Cultural e já digo de cara: Parabéns à Prefeitura por essa excelente iniciativa. Sem demagogia ou pieguisse! O livre acesso à cultura deve ser promovido em todos os pontos (e não apenas ao software livre, que é o que defendo aqui neste blog). Dar a chance à população ampliar seus horizontes e sair da limitação que a caixa da TV impõe é fundamental.
Este termo se refere àqueles filmes com um panorama futurista caótico. Normalmente mais escuros, envolvem tramas complexas e intrigantes: Blade Runner, V for Vendetta e Sin City são exemplos destes cenários de ficção. Mas que diabos isso tem a ver? Bom, só estando às 3h da manhã no centro histórico de São Paulo pra entender realmente do que estou falando. A sensação é de completa imersão em um submundo. Sociedades complexas e seus guetos espalhados pelas calçadas e em volta dos palcos. Punks, indies, clubbers e o que mais você quiser. Todos com o mesmo objetivo: Consumir cultura. Esta é desta distopia que falo. Um evento que muda completamente um local, reune pessoas e torna a experiência realmente rica.
(obs importante: Entenda cultura como toda forma de expressão e arte. Seja uma banda barulhenta, um poeta e sua trupe ou um grafiteiro demarcando sua tribo.)
As atrações que vi:
Fomos ao Sesc Ipiranga com o objetivo de ver Fernanda Porto e acabamos vendo uma mostra de cinema com um breve episódio de Charles Chaplin e a banda Sandália de Prata. Esta última é uma banda bastante agradável de samba-rock, ritmo dançante e envolvente. Fernanda Porto dispensa comentários. Uma musicista de primeira que mandou muito bem em todos os intrumentos que tocou: Saxofone, percursão, teclado, violão e guitarra. Tocou hits de seus dois álbuns, Samba Dois de Los Hermanos e ainda duas músicas que já estão no álbum novo. Simplesmente fantástico.
Depois de perambular pelo centro, ver o finalzinho de Paul Di'anno, tirar um cochilo no meio da República (feito Woodstock) e tomar uns tragos de conhaque pra esquentar a alma, resolvemos ir até a São João e esperar pelo Teatro Mágico. A espera nos surpreendeu com um grande presente: A alvorada. O amanhecer visto da Avenida São João foi indescritível. E o belíssimo dia que surgiu veio acompanhado do show do Fernando Anitelli e sua trupe.
O Teatro Mágico veio e lotou (ainda mais) a avenida. Suas músicas poéticas e seu show performático encantou a todos os presentes. Seu discurso quase comunista de compartilhamento livre de conteúdo me cativa demais. Um viva à cultura livre. Um viva à midia independente. :-)
(Avenida São João como nunca antes vista. No amenhecer de domingo)
Pontos fracos.
A sugeira. Definitivamente o ser humano não sabe o lugar de lixo. Isso (infelizmente) completa ainda mais a cena distópica do centro de São Paulo. As ruelas e travessas viraram mictórios públicos. O odor forte e a sujeira fora o ponto mais baixo do evento.
Ponto fortíssimo:
A cobertura do Radar Cultura foi excelente. Fora a cobertura pelo Twitter, com informações sendo lançadas em tempo real, houve também um serviço colaborativo de cobertura do evento. O Radar Cultura disponibilizou um número de telefone fixo, para o qual um cidadão poderia ligar de onde estivesse e dar seu depoimento: Está bom, está ruim, está com fila... E o resultado é um grande jornalismo de vanguarda. Um jornalismo 2.0 :-) (Devo escrever ainda esta semana no oniscienteColetivo sobre este grande exemplo de jornalisto 2.0 que é o Radar Cultura)
Dicas de um novato em Virada Cultural:
Leve uma blusa. De madrugada a temperatura costuma despencar.
Recomendo levar um saco de dormir. Você pode dormir no gramado da praça da República sem necessariamente criogenar seus órgãos vitais.
Use calçados confortáveis e que não entrem água facilmente (vide tópico sobre os pontos negativos)
Programe-se bem. Marque o que quer assistir e, se estiver em grupos de amigos múltiplos de 4, considere a opção de pegar um taxi e dividir os custos.
Vale MUITO a pena dormir de madrugada (caso este período não tenham eventos que te interessem, claro). Muitas atrações interessantes ficam no final do segundo dia, e quem não guardou energia não aguenta mesmo.
Concluindo:
"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena" - Fernando Pessoa.
Ver seus artistas prediletos, perambular pelo centro antigo de madrugada e ainda ver o sol nascer na Avenida São João nem te faz lembrar da exaustão física. Só me dei conta disso quando cheguei em casa... :-)
Meta-comentário: Poxa! Isso dá pano pra manga mesmo! Esse assunto aqui no blog já está mais do que saturado. Prometo que este será o último post sobre o assunto. Mas se você chegou à este blog agora e ainda não viu a série "Nerds mandam bem #1, #2 e #3", veja. É muito boa. :-)
O fato é que eu achei muito interessante este diagrama que o Edjunior enviou à lista da nossa casa. Ele trata do estereótipo dos nerds sob vários pontos de vista, incluindo D&D e exposição ao sol (que é o que define o contato com garotas, diga-se). No fundo no fundo eu achei mais engraçado e caricato do que fiel à realidade. Mas enfim... Divirtam-se.
Diagrama sobre o estereótipo nerd: A representação das garotas ai é excelente.
Mas na real, eu acho esse papo de taggear pessoas complicado demais. Seres humanos são complexos demais para simplesmente botar um rótulo e dizer: "Olha você é um [nerd| punk | bombado de academia | xis]". Saca? O fato é que a brincadeira de entender o comportamento de pessoas aparentemente parecidas é valido. E é isso que eu tento garantir nessa série de posts. :-)
ps.: Sim, rotular acaba sendo uma forma de preconceito. A própria palavra já diz. Pelo menos na minha humilde opinião.
Séculos depois dos primeiros posts da série de posts Nerds mandam bem #1 e #2, venho trazer mais um relato de estereótipos e facetas dessa classe de pessoas tão simpáticas e caricatas. Sedentário e Hiperativoclipou um post muito interessante da Wired sobre outros estilos e modelos de nerds:
1. O Fanboy Características: Na maior parte do tempo utiliza falas de Os Simpsons, Star Wars, Highlander e Os Caça Fantasmas. Adora discutir sobre quem ganharia a luta entre Batman e Boba Fett. (Batman.) Crenças: A Força existe, mas midi-chlorians são uma farsa. Han atirou primeiro. Fetiches:Princesa Léia vestida de escrava. Starbuck (encarnação masculina e feminina) . Amazing Fantasy No. 15. Uniformes de veludo. 2. O Geek da Música Características: Ficaria realmente feliz em te apresentar uma música melhor do que o lixo que você e todo mundo gosta. Está sempre pronto pra um show, que vai ser uma droga. Crenças:MP3s não são tão boas quanto CDs, que não são tão bons quanto LPs, que não são tão legais quanto uma Vitrola.O que importa é do que são feitos os fios do seu alto-falante. Fetiches: A coleção completa de Singles Club 45s da Sub Pop. VH1’s Behind the Music (só a parte hair metal). Dar nota 0.0 no Pitchfork. Válvulas termiônicas. 3. O Gamer Características:DEX (destreza) e INT (inteligência) altos, baixo CHA (carisma) (conseqüentemente, poucos amigos). Insultar indecifravelmente. (”I pwn3d u, n00b!”). Crenças: O jogo Real World tem um motor físico ótimo, gráficos de alta resolução, e convincente sistema de som surround, mas sua curva de aprendizado é muito variável.Garotas deviam se vestir como a Yuna de Final Fantasy. Fetiches: Spawn points (pontos de produção). Feedback Tátil. Toques de celular do Pac-man. Morgan Webb. Split screen co-op. 4. O cara dos Gadgets Características: Sociável quando está nas filas do dia do lançamento. Feroz em comentários no Gizmodo. Semblante calmo para o remorso dos primeiros consumidores (Síndrome Apple Newton) Crenças: Eu posso consertar isso. Não existe Deus, a não ser MacGyver.O preço vai cair em um mês, mas eu preciso disso agora. Fetiches: Vídeos “tirando-da-caixa”. Baterias reservas. LEDs azuis. Canetas laser. Pessoas que RTFM. Coisas que fazem barulho alto no clique.
5. O Hacker Características: Cronicamente mal-humorado - e de novo, tendo um intelecto tão superior, é um peso morto. Tendências paranóicas. Crenças: “One shall stand, one shall fall” (Transformers). Alergia do Sol é uma condição real. Sexo virtual: não totalmente nojento. Cory Doctorow foi muito suave no DRM. A revista 2600 se tornou muito comercial. Fetiches:Trinity. Fluência em l33t. Descobrir agentes anti-narcóticos na DEFCON. 6. O Otaku Características: Feliz de modo alarmante. Prefere ler da direita para a esquerda. Crenças: Mangá é um meio, não um gênero. Furry não são asquerosos. Eu posso aprender japonês através do Gundam. Lynn Minmay é o personagem mais irritante na história de tudo. O próximo anime lançado será um sucesso de Hollywood - nessa vida com certeza. Não é tudo pornô com tentáculos, OK? Fetiches: Pornô com tentáculos. LARPs indecentes. Encontros virtuais. Tudo que seja kawaii.
E mais, teve ainda um pessoal que veio aqui em casa e tentou fazer uma matéria sobre nerds. Como todo jornalismo tradicional, a matéria cometeu seus deslizes naturais. Repito: naturias. Um não especialista tentand escrever sobre algo específico dá nisso. O fato é que me deu vontade de recomeçar aquela velha discussão de mídia tradicional e new mídia (seja blogs / twitter / o que quer que seja), mas me contive.
Devo escrever sobre?
Outro fato que me cutucou foi: Se jornais cometem erros pequenos (seja deslizes ou propositais) como fica nossa posição de leitores - que confiam piamente em uma fonte de mídia? Hmm.. Pano pra manga.
Tudo começou assim: Aluísio falou pra dona Ursula que falou pra mim. Deste modo ficamos sabendo que a Fernanda Takai estaria na Fnac do Shopping D.Pedro fazendo uma tarde de autógrafos mostrando seus novos trabalhos: O CD novo da carreira solo "Onde Brilhem os Olhos Seus" e seu (não tão novo) livro - "Nunca subestime uma mulherzinha".
Onde brilham os olhos seus - Carreira solo de Fernanda Takai
Como todo bom fã, a minha ida à Fnac não foi a tôa. Me rendeu um autógrafo e uma foto, claro :-)