quinta-feira, 22 de julho de 2010
FISL11 lectures presented, time to enjoy the party
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
[SPOILER] Review de District 9
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District 9 é um filme que vai contra várias clichês que filmes de ficção científica normalmente abordam. Chamo a atenção para este ponto por que justamente isso já torna o filme bastante interessante. Não tem alienígenas maus invadindo a Terra com nenhum tipo de propósito esdrúxulo (nem tocando musiquinha, nem exterminando, nem dando lição de moral). Eles estão perdidos, desnutridos e indefesos. Não vieram falar com o "nosso líder" em NYC ou Chicago ou LA, eles caíram aleatoriamente em Joanesburgo e lá ficaram.
A realidade: O que o filme retrata é, no fundo no fundo, o que acabaria acontecendo com um possível contato desses. Os alienígenas perdidos foram alocados bem embaixo de onde sua nave estacionou. Anos se passaram e, como toda "raça segregada", aquilo acabou virando uma favela com todos aqueles problemas típicos que tem: Tráfico de armas e comida, sub-moradias, guerrilhas locais e gangues. E esse é o ponto chave do filme que ironicamente foi exatamente onde houve o apartheid.
Formato: O formato tornou o filme ainda mais verossímil. Fez-se um documentário resumindo tudo o que houve desde a chegada dos ETs até o ocorrido no filme. Depoimentos, tomadas ainda não editadas e câmera em mãos acompanhando as operações. Ponto positivo.
Atuação: Aqui preciso revelar mais um pouco do enredo. Wikus, um funcionário default da MNU (Multi National United) é encarregado de despejar todos os alienígenas daquela favela com o propósito de colocá-los em um acampamento melhor - que na real, mais lembra um campo de concentração. No decorrer da operação, Wikus se contamina e aos poucos vai agregando o DNA alienígena ao seu, se tornando cada vez mais parecido com um deles. Sentiu na pele toda a segregação e desprezo de sua própria espécie. Sua atuação - combinada com o enredo, é excepcional. Wikus contraria completamente o comportamento heroico esperado, defende a sua pele e de mais ninguém. Impagável.
O interessante é como criamos empatia com os alienígenas, mesmo eles sendo estranhos, com antenas e parecendo baratas. O filme é muito bem construído em fatos e comportamentos humanos comparados a cituações semelhantes na história de nossa história. Fica a dica. :)
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Primeiro Festival de Software Livre de Belo Horizonte
Organização e Infra:
A organização foi bastante competente, não houve nenhum gap - ou pelo menos nenhum que eu tenha percebido. Wifi funcionando em quase 100% do evento e horários de palestras ok - exceto por uns palestrantes furões. Falando em palestrantes...
Palestras:
Ok, confesso que acordei tarde e que cheguei quase na hora do almoço no evento. Ok, *na hora do almoço*. Gastei boa parte da tarde revisando e corrigindo a minha própria palestra.
Mas uma palestra em especial merece algumas linhas a mais: Deixo aqui os parabéns ao Lamarque pela sua palestra-história-de-vida. Passou quase uma hora e meia falando de suas experiências pessoais em escrever driver de kernel, postar na LKML, ser tratorado, resolver bugs postar patches e por ai vai. Gostei disso por dois motivos claros: 1) Isso representa fortemente o espírito de nerd && computeiro - fazer a coisa funcionar por que *pode* e não por que quer provar alguma coisa ou por que alguém mandou. Pelo simples fato de estar interessado e querer resolver. 2) O conteúdo técnico pouco importava, a idéia era que "contribuir com SL não é um bixo de 9 cabeças". Vai lá, leia a documentação, fale com a galera no canal, poste e por ai vai. No fear.
Falando em palestras, a minha sobre vimbook foi bem divertida. O público era bastante interessado, os exemplos funcionaram na hora e o mais importante: As minhas piadas sem graça mantiveram as pessoas acordadas mesmo depois do devastador almoço de comida mineira. Great! Piadas a parte, o que gostei mesmo foi que as pessoas ficaram interessadas no vimbook, muitos anotaram a URL, perguntaram sobre o projeto e tal. Mission accomplished feelings.
E uma coisa que eu não canso de repetir: Em eventos desse tipo, a coisa que menos importa é ficar na sala prestando atenção na palestra. O networking no boteco pós evento é sempre mais importante. Conhecer pessoas novas, em que trabalham, trocar idéias, links, conexões em redes sociais e por ai vai :-)
Parabéns a todos da orgzanização, palestrantes e amigos. E que venha o próximo! :-)
Algumas fotos do evento no meu flickr, no flickr do Tuliom e no picasa do Djavan.
[update] os slides da minha palestra estão aqui:
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
AgendaSP, motivos de sobra pra sair de casa
AgendaSP é simples assim: Filmes, shows, peças qualquer coisa interessantes que acontecem em São Paulo e região pra você ter motivos de sobra pra não esquentar o sofá no final de semana.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Top 5 momentos revolucionários de "Cavaleiro das Trevas"
Desde que os super-heróis tomaram as telas, certos filmes se destacam criando novos paradigmas para um gênero já consagrado do cinema internacional. Se Richard Donner nos fez acreditar que um homem poderia voar em 1978, Brian Singer e Sam Raimi materializaram os impossíveis e impressionantes super-poderes em plena realidade, Christopher Nolan nos provou que existe muito mais do que a "capa e a espada" nas filmagens de histórias em quadrinhos. Com os pés calcados nas melhores novelas gráficas, Nolan criou um Batman sombrio, realista e livre de uma cenografia caricatural. Seguem agora 5 pontos que revolucionarão o gênero dos heróis no cinema depois da estréia de "Cavaleiro das Trevas":
5) Finalmente um roteiro não infantilizado: Nada de cenas óbvias em que os cidadãos em perigo aguardam ansiosamente o resgate nas mãos do destemido herói mascarado. Em "Cavaleiro das Trevas", temos diversas situações apresentadas como peças de um elaborado esquema em dominó. Uma derrubando a outra e criando novos e complexos problemas que não podem ser resolvidos por um único sobrevôo ou o desarmar de uma bomba nos últimos segundos. Como uma peça de cinema ímpar, o filme mistura gêneros como policial e gangster ao drama característico dos quadrinhos chegando a fazer inveja em filmes como o recente "Os Infiltrados".
4) Um Batman que questiona seu papel em Gotham: Ele não é um herói. Ele é o que Gotham precisa que ele seja, e essa linha é cada vez mais sombria. Agindo como uma espécie de "quinto poder", o Batman interfere politicamente em todas as esferas do poder de Gotham, papel que poderia muito bem caber a Bruce Wayne (por seu estupendo poder aquisitivo), mas que por integridade e por segurança dos entes queridos, acaba se mantendo "alienado" dos perigos de uma cidade tomada por criminosos "bem reais". Durante todo o filme questionamos se o Batman influenciou positiva ou negativamente os destinos de Gotham.
3) Nenhuma menção ao trauma de Bruce Wayne: Nada de flashbacks infantis, nada de criança chorando a morte dos pais, nada de foto sobre a lareira. O super-explorado trauma do Batman é passado e não precisa ser revivido. Só isso já conta como momento revolucionário na trama de um herói. O passado é sempre o motor que os conduz, mas tomando isso como obviedade, Nolan assumiu o risco de não revisitar o trágico assassinato dos pais de Bruce. Sabemos que eles morreram, sabemos que isso marcou Bruce e criou o Batman e só isso basta.
2) Um Coringa sem passado e sem motivos: No começo ficamos assustados. Será que o novo Coringa irá mesmo nos contar sobre sua relação com o pai? Logo descobrimos que existem muitos truques por baixo das mangas roxas do "Palhaço do crime". Em "Cavaleiro das Trevas", o Coringa é uma criatura que não existe socialmente. Suas digitais são impossíveis de rastrear, suas motivações são puramente caóticas, em seu bolso temos apenas facas (armas que não podem ser rastreadas) e seu único motivo de existir é infligir a anarquia generalizada. É, ou não é, uma revolução?
1) A linha tênue entre o bem e o mal fica mais tênue: Quem é bom? Quem é mal? O Batman possui um certo conjunto incorruptível de valores. Valores que o impedem até mesmo de espionar toda a população de Gotham (mesmo sabendo que isso seria de grande ajuda no combate ao crime). Seria o Coringa totalmente insano ou seria a insanidade o único modo de viver liberto de uma sociedade corrupta? Matar um indivíduo gera uma reação, mas matar um individuo de certa posição (um prefeito, por exemplo), gera uma reação muito maior. "E por quê?", questiona o Coringa. Seremos todos nós podres? Será apenas Harvey Dent? Onde estão os limites entre o certo e o errado?
Deu pra perceber por que o "Cavaleiro das Trevas" mudará o mundo e os super-heróis para sempre? E eu nem gosto tanto do Batman, mas irei correndo assisti-lo de novo!
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Review de Wall-E
Neste post vou falar sobre este filme que e está fazendo um pouco de barulho na minha cabeça: Wall-E. Ele quebra alguns conceitos de filmes e animações que já assisti até agora, e é justamente por isso que merece um post só pra ele. Vou dividir as idéias em 3 pontos importantes: Robôs humanos, técnica e qualidade de efeitos e teorias futuristas.
Resumo: A terra entra em colapso, não tem mais onde colocar lixo. Enquanto a população foge em imensas naves, um grupo de robôs permanece na terra com o objetivo de antulhar o lixo produzido. Um destes é Wall-E. Ele desenvolve uma curiosidade e uma humanidade fora do comum. Conhece Eva, uma robozinha (fêmea?) que vem em busca de algum sinal de vida vegetal. Daí pra frente tem que assistir, senão é spoiler demais.
Robôs humanos: A naturalidade dos personagens da Pixar está ficando melhor a cada longa que se passa. Wall-E é exemplo claro disso. Você só percebe que são robôs por que possuem forma típica, de resto, seriam adolecentes completamente normais. Possuem olhares, comportamentos e reações tipicamente humanas. Wall-E fica completamente sem jeito quando fica perto de Eva, faz gracejos para chamar sua atenção. Eva fica brava com Wall-E, e não apenas isso, sua feição de "Wall-E! Olha o que você fez!" é impagável. Obviamente essa personificação é o objetivo da história, sem ela não haveria nem filme. Mas a qualidade e a fidelidade com que o comportamente humano é replicado é realmente fantástico.
Técnicas: Quando o assunto é técnica e qualidade de efeitos, não tem o que discutir. Pixar é foda e ponto. Mas o ponto que me chamou realmente a atenção é o efeito de desfoque de câmera. A produção simulou o "problema" que se tem em acompanhar um objeto muito rapidamente e o foco não conseguir acompanhar. Sensacional! Isso pode ser visto no fim do trailler, na cena em que Wall-E atrai magneticamente alguns carrinhos de supermercado, a câmera o segue, mas perde o foco em alguns momentos.
O futuro está próximo: Achei que este ponto também devesse receber uma atenção especial. O futuro exibido no filme é completamente factível e alguns pontos podem ser observados desde já em nossa civilização. Um ponto interessante é que o filme saiu do modelo tradicional céu-escuro-chuva-ácida-seres-repuguinantes como em Blade Runner, Matrix e outros filmes de estilo "futuro caótico". Apenas um sol inabalável, paisagem desertica e lixo, muito lixo. A quantidade de lixo jogado na Terra a ponto de conseguir inutilizá-la é o ponto mais óbvio da história, estamos rumando a esse destino, ninguém faz nada e isso já não é novidade. Outro ponto bastante fácil de identificar é a atrofia dos ossos e crescimento dos tecidos adiposos devido à gravidade (artificial) baixa no espaço e esforço físico quase nulo. Mas o que mais me chamou atenção foi o uso de telas acopladas a cadeiras pessoais. As telas se comunicam em tempo real com voz e vídeo com qualquer pessoa da nave. E aí está o paradigma: Pessoas completamente isoladas, autistas vivendo em seus mundinho com suas telas particulares mas ao mesmo tempo se comunicando com o mundo. Será que isso já não acontece?
Assista: Se você não assistiu, assista e repare nessas coisas. Um excelente filme de crianças para adultos.
terça-feira, 29 de abril de 2008
Virando cultural
Foi a primeira vez que fui à uma Virada Cultural e já digo de cara: Parabéns à Prefeitura por essa excelente iniciativa. Sem demagogia ou pieguisse! O livre acesso à cultura deve ser promovido em todos os pontos (e não apenas ao software livre, que é o que defendo aqui neste blog). Dar a chance à população ampliar seus horizontes e sair da limitação que a caixa da TV impõe é fundamental.
A distopia noir.
As atrações que vi:

Ponto fortíssimo:
A cobertura do Radar Cultura foi excelente. Fora a cobertura pelo Twitter, com informações sendo lançadas em tempo real, houve também um serviço colaborativo de cobertura do evento. O Radar Cultura disponibilizou um número de telefone fixo, para o qual um cidadão poderia ligar de onde estivesse e dar seu depoimento: Está bom, está ruim, está com fila... E o resultado é um grande jornalismo de vanguarda. Um jornalismo 2.0 :-) (Devo escrever ainda esta semana no oniscienteColetivo sobre este grande exemplo de jornalisto 2.0 que é o Radar Cultura)
Dicas de um novato em Virada Cultural:
- Leve uma blusa. De madrugada a temperatura costuma despencar.
- Recomendo levar um saco de dormir
. Você pode dormir no gramado da praça da República sem necessariamente criogenar seus órgãos vitais.
- Use calçados confortáveis e que não entrem água facilmente (vide tópico sobre os pontos negativos)
- Programe-se bem. Marque o que quer assistir e, se estiver em grupos de amigos múltiplos de 4, considere a opção de pegar um taxi e dividir os custos.
- Vale MUITO a pena dormir de madrugada (caso este período não tenham eventos que te interessem, claro). Muitas atrações interessantes ficam no final do segundo dia, e quem não guardou energia não aguenta mesmo.
- Leve uma câmera decente
e fotografe tudo.
"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena" - Fernando Pessoa.
Ver seus artistas prediletos, perambular pelo centro antigo de madrugada e ainda ver o sol nascer na Avenida São João nem te faz lembrar da exaustão física. Só me dei conta disso quando cheguei em casa... :-)
Minhas fotos:
http://www.flickr.com/photos/otubo/tags/viradacultural/
Meus vídeos:
O Teatro Mágico - Ana e o Mar
Fernanda Porto - Perdi o Ton
Fernanda Porto - Só tinha que ser com você
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Fernanda Takai e Otubo na Fnac
ps.: Créditos especiais à Marina e a sua indicação do livro.









