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quarta-feira, 3 de março de 2010

Atualizando Motorola Milestone Brasileiro para Android 2.0.1

Disclaimer: Todo o procedimento aqui descrito foi concedido gentilmente pelo Rodrigo Haydt.

Disclaimer2: É com muita dor no coração que digo que neste tutorial usaremos Windows e ferramentas proprietárias de código fechado da Motorola. O que particularmente é um absurdo. Pra que diabos a gente precisa de ferramentas proprietárias e que rodem no Windows pra flashar um device que roda Linux? Mas enfim, dancemos conforme a música :-(

Disclaimer3: Faça todo este procedimento por sua conta em risco. Fazer de forma errada o procedimento pode brickar seu telefone e transforma-lo em um elegantíssimo peso de papel. Tenha certeza que seu celular esteja carregado em 100% e que não haverá falhas ou interrupção de energia elétrica - recomendo fazer de um notebook para evitar este último.
1) A receita de bolo é bastante simples, pegue os ingredientes:
Motorola Driver Installation 4.2.0 - Windows (32bit / 64bits)
RSD Lite 4.6 [update: o arquivo não está mais neste servidor, não achei na busca que fiz. Se alguém achar poste ai nos comentários]
2) Pegue a imagem inglesa do Android 2.0.1 que instalaremos no celular e descompacte. [update: imagem brasileira do android 2.0.1 já disponível] [update2: imagem européia do android 2.1 já disponível]

3) Em seu Milestone, vá em Settings > Applications > Development e ative o USB Debugging.

4) Conecte seu telefone ao computador pela porta USB utilizando o cabo de dados.

5) Espere até o Windows achar seu device, instalar os drivers e tal e coisa. Tudo isso feito, abra o RSD Lite e espere até que o device A853 apareça na tabela.

6) Selecione o arquivo de imagem que você descompactou na caixa de texto e clique em Start.

7) Agora é a hora que a mágica do software proprietário acontece. Todo o processo vai demorar uns 10min e o telefone irá rebootar umas 3 vezes. O RSD Lite eventualmente pedirá pra ligar o celular e como você leu este tutorial você NÃO FARÁ ISSO. Seja paciente e espere até que esteja escrito Finished e PASS na tabela do RSD Lite.

Pronto, agora você tem o Android 2.0.1 no seu Motorola Milestone GSM Brasileiro. E aí, o que eu ganho com isso? Agora você vai poder instalar o Google Earth (que é mais cool do que útil por enquanto), vai poder instalar um novo aplicativo pro Dock (que é menos brilhante e você poderá dormir com mais facilidade) e vai poder instalar um novo Home (que é o nativo do Nexus 1, é cool também, mas ainda ta cheio de bug). Agora sério, a atualização deixou o Android mais rápido e aquelas travadas (e até reboots) esporádicos sumiram. A tela me pareceu mais responsiva e o consumo de bateria diminuiu sensivelmente.

Downgrade: Caso você não tenha gostado, ou tenha bugado seu telefone por algum motivo, você pode fazer o downgrade usando o mesmo procedimento mas com a imagem do Android 2.0.

Importante: O upgrade conserva todas as configurações do seu aparelho, o que não é verdade no caso do downgrade. Seu celular vai estar como se estivesse tirado da caixa.

sábado, 10 de outubro de 2009

Googe Wave, a (r)evolução da comunicação

Pois bem, eu mal ganhei convite de usuário pro Google Wave e já estou me metendo a dissertar sobre o tema. Aliás, agradecimentos ao Duda Nogueira pela cortesia :-)

Antes de sair lendo o post, devo avisar que não será nada técnico. Mas como? Simples, são apenas algumas divagações que fiz a respeito do que pode acontecer com a forma com que trocamos informações. Já aviso que para entender melhor o que vou falar, assista a palestra de lançamento da early-release-developer-preview versão alfa no Google IO. Para facilitar a vida, posto dito ai em baixo:



Depois de ver o vídeo, surgiram alguns pensamentos aleatórios:

1) Convergência: Tudo-numa-coisa-só-conectado-ao-mesmo-tempo-agora. O conceito de email acabou, o conceito de IM acabou e o conceito de micro blogging também acabou. Agora TUDO o que circula por aí é uma wave. No fundo no fundo Google Wave serve como um proxy transparente para qualquer outro aplicativo que você queria usar. O aplicativo abstrai todos esses conceitos e mostra ao usuário o que realmente importa: A informação. Não importa se é em tempo real ou se é assíncrono, a informação está lá pra quando o usuário quiser/puder interagir.

Até aí no big deal.

2) Mobilidade: Pegue tudo isso e junte à idéia de objeto compartilhado - o que nos leva imediatamente à edição colaborativa. Agora coloque tudo isso dentro de um celular device interessante... (pensamento viciado) ...Como por exemplo o N900. Em qualquer lugar você vai poder discutir assuntos tão facilmente quanto se estivesse em uma mesa de bar, vai poder compartilhar e mostrar suas fotos em tempo real tão fácil quanto se estivesse na sala de casa conversando com seus pais, vai poder debater o projeto da firma de forma tão simples quanto em um brainstorm, vai poder... (e por ai vai)

3) Hackers of the world, unite! Agora vem a coisa legal, a API é aberta. Vamos poder brincar de desenvolver gadgets, widgets e qualquer-coisa-dgets que quisermos pra esse brinquedo novo. Widgets que faça um parser das datas escritas no texto e diga a previsão do tempo, um bot que fale com redes IRC, um widget faça café e misto-quente-fatiado quando eu acordar, ah seila.

Pode até ser exagero meu, ok. Mas eu só cheguei nessas conclusões por dois motivos: (1) Observei a tremenda revolução que o sistema de microblog fez nos meios de comunicação e (2) assisti Wall-E umas 3 vezes. Não, nenhum entorpecente envolvido.

A conclusão (por que todo texto longo deve ter uma conclusão) é que só esperando pra ver e sacar qualé. E isso me remete a um pensamento que tive na época que trabalhava no Pukas: Quando a gente desenha uma ferramenta, esperamos que os usuários usem assim, o que não impede que os usuários a usem assado ou cozido. Que eu me recorde, blogs e microblogs aconteceu exatamente assim. Logo, só esperando pra sacar qualé mesmo.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Google Latitude e o big brother ao contrário

Post rápido devaneando sobre o novo Google Latitude.

Em época de Big Brother na Globo, todo mundo eufórico pra saber quem vai pro paredão ou quem pegou quem, eis que surge Google Latitude. E eu me pergunto: O que está acontecendo com a cabeça da moçada? À medida que as tecnologias de comunicação evoluem, a vigilancia da informação está aumentando no sentido contrário. Prof. Luli contou ao Serginho Groisman um pouco da teoria que envolve esse tipo de comportamento. Voluntariamente internautas expõem suas vidas em forma de twitts, músicas, fotos, leituras e links. Ok, confesso que hoje eu me peguei preocupado até demais com o scrobler do meu player de mp3. Entrei no last.fm e não vi minhas músicas lá! Como assim? Até eu? Scroblear músicas é mais importante que ouvir? Vix.





Voltando pro Google Latitude, agora não falta mais nada: O Grande Irmão tem sua posição geográfica também. Cabe na cabeça esse barulho? Na minha não cabe. Mas mesmo assim, fanzão de tecnologias que sou, fui lá eu baixar o menino pro meu celular.

Os mais céticos dirão: Mas imagina uma frota de caminhões sendo monitorada? E se você pudesse saber exatamente onde está o carteiro que vai entregar seu headset do mercado livre? Ah, tecnologia nós já temos: GPS e 3G em celular estão aí pra isso. Agora é só inventar.

Mas, vem cá, pessoas normais usando isso? E o grande irmão agora também vai saber quando e onde você está. Ok, mas onde eu quero chegar? Não é post de teoria da conspiração. Google não obriga você a usar nada, a pergunta é do outro lado: E aí onde vamos parar? Por que sentimos essa necessidade aberrativa de abrir nossas vidas na internet? Ok virou um meta-post :)

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

AgendaSP, motivos de sobra pra sair de casa

E mais um serviço de utilidade pública vem ao ar! AgendaSP veio para te tirar de casa no final de semana. É um blog a princípio editado apenas por mim e pela Fer Pimenta que traŕa atualizações constantes de eventos da cidade de São Paulo e interior. Do site:

AgendaSP é simples assim: Filmes, shows, peças qualquer coisa interessantes que acontecem em São Paulo e região pra você ter motivos de sobra pra não esquentar o sofá no final de semana.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Supercomputador, criptografia e teoria da conspiração

Neste post vou falar sobre o novo supercomputador da IBM: O RoadRunner. Questiono a meaça que ele pode trazer com sua capacidade de processamento para quebrar chaves de criptografia. E já aviso, este post é pra fazer barulho mesmo!

(Foto de uma parte do RoadRunner. Não, quando ele boota ele não faz "Meep, meep!"[1])

Semana passada a IBM, como já é de costume, anunciou o lançamento de mais um super computador, o RoadRunner.
Realmente um excelente trabalho da equipe de P&D da IBM. Pra quem não conhecia, o BlueGene era o antigo computador mais rápido do mundo. Obviamente existem muitas diferenças entre os dois projetos, incluindo arquitetura, número de nós, consumo de energia e tal. Mas a diferença mais gritante é a velocidade de processamento: BlueGene batia a casa de 500 Tera-FLOPS (500 vezes dez elevado a doze operações de ponto flutuante por segundo) enquanto RoadRunner atinge a casa de 1,7 Peta-FLOPS (1,7 vezes 10 elevado a quinze operações de ponto flutuante por segundo).

O ponto interessante do RoadRunner que tange nossa discussão é justamente: Não é lá muito poder de processamento pra um cara só? Explico:

"IBM built the computer for the U.S. Department of Energy's (DOE) National Nuclear Security Administration."

"The DOE plans to use the computer for simulating how nuclear materials age in order to predict whether the USA's aging arsenal of nuclear weapons is safe and reliable. Other uses for the Roadrunner include the sciences, financial, automotive and aerospace industries."


Como a já conhecida teoria da conspiração sobre 11/set[2], eu realmente não consigo acreditar que o governo (leia: FBI) não vá colocar pelo menos um pouquinho de suas garras nesse brinquedo. Com qual finalidade? Bom, todo esse poder de processamento pode ser usado para quebrar criptografia de alguns níveis. E não pense que isso é exagero da minha parte, veja um artigo publica por um aluno da USP sobre o mesmo tema:


"Nos Estados Unidos, a política em relação a exportação de tecnologia de criptografia é de extrema severidade. A Agência de Segurança nacional (NSA) dos Estados Unidos, para garantir o acesso as informações transmitidas, exige que as empresas que desenvolvem tecnologias de encriptação mostrem seus algoritmos ao governo antes de exportá-los. Também limitaram o tamanho da chave utilizada no código a ser exportado. Até janeiro, esse limite era de 48 bits, mas foi aumentado para 64 bits. Em virtude dessas restrições, os Estados Unidos dificultam o desenvolvimento de padrões internacionais de encriptação e geram problemas de incompatibilidades, para as empresas de tecnologia local. "Essa situação fez com que outros países, como a Suiça, Alemanha, Israel, Irlanda, França e Austrália, ocupassem o mercado de produtos de encriptação." diz o diretor da Base, Steinberg."

Observação pertinente: entrei em contato com o autor do texto, Elias Yoshiaki Yoshida, para conseguir mais informações a respeito do assunto e referências sobre esse fragmento em especial, mas não obtive resposta. O site do artigo referencia muitas fontes interessantes que valem a pena dar uma olhada.

E pronto, chegamos ao ponto: Essa foi uma tentativa de gerar barulho sobre esse tema pra fazer os computeiros pensarem um pouco mais sobre esse assunto. E talvez entender que definitivamente política de segurança estadonidense de cu é rola.

Referências:
[1]: Roadrunner é o termo original para o nosso Papaléguas.
[2]: Para entender a teoria que gira em torno do 11 de setembro assista ao filme Zeitgeist.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Twitter, modismo ou (r)evolução?

Quando o assunto é comunicação, a moda está no Twitter, O buzzword do momento.
Micro-blogging, feeds pessoais e mais um monte de apelidos. Mas pra que serve? Como funciona? E afinal: É útil mesmo ou é só mais um serviço web2.0? Vamos esclarecer todas essas dúvidas neste post. E mais: Algumas idéias (realmente) interessantes de uso do Twitter!


O que é e pra que serve?
O propósito inicial do Twitter é responder o que a caixa de texto pergunta: "What are you doing now?". Em poucas palavras, responda a essa pergunta em 140 caracteres. Essas informações são exportadas em forma de RSS, e portando pode ser assinado e lido como qualquer outro feed. O diferencial é que você pode receber esses feeds por diversas maneiras: Leitor de feeds RSS, GTalk e (a grande inovação) diretamente no seu celular - e de graça. O termo da vez agora é seguir a pessoa e não mais assinar o feed. Portanto você pode seguir a pessoa e receber suas atualizações diretamente no seu celular / MSN / Gtalk.

Inútil, ou quase isso...
Poisé, a priore pode ser a coisa mais banal e estúpida do mundo. Eu mesmo, quando vi pela primeira vez, li a descrição e fechei a aba logo em seguida. Perda de tempo! Pensei. Mas depois que fui ao Intercon, algumas idéias mudaram de forma e os conceitos foram refeitos. Pronto, estou viciado em Twitter! Mas calma, vou explicar.

O primeiro contato,
Como disse, foi no Intercon. A medida que as palestras rolavam, as pessoas iam twittando e bloggando furiosamente informações em tempo real. Pessoas ao redor do mundo poderiam acompanhar em seus celulares o que ia acontecendo. Em tempo real. De graça!

No dia-a-dia:
As pessoas começaram a ignorar o lema "what are you doing now?" e começaram a twittar sobre assuntos adversos. O real micro-blogging. Um dos meus usos é justamente seguir pessoas influentes que possuem idéias interessantes. Prof. Luli, Fábio Seixas e Sulamita Garcia são algumas das pessoas que sigo. Sempre postando idéias, tendências e tecnologias. Fico antenado no que está acontecendo mesmo longe do PC.

Outro uso que faço é seguir portais que possuem Twitter: Último Segundo e IDG Now! são os que eu sigo e recebo notícias e informações em tempo real. E novamente, a idéia é continuar on-line mesmo distante do computador. Mais uma mudança de comportamento causada pela tencologia? Talvez.

Idéias borbulhando...
Como disse na minha palestra da seccomp sobre padrões abertos e web2.0, o Twitter não poderia estar de fora: Tem uma API aberta? Tem sim senhor! Podemos mashupeá-lo então com "n" outras API's e fazer algo realmente interessante. Usá-lo juntamente com o Remember the milk e poder twittar compromissos diretamente do celular, excelente idéia! Fazer um web-service com um feed de notícias e o Twitter, receber notícias atualizadas mesmo longe do computador...E por ai vai. Mashup's a vontade.

Uso empresarial:
Não sabia, mas tem empresas usando Twitter. As informações são Twittadas e os funcionários ficam alinhados com os projetos em tempo real. Fazer um web-service que twitta toda vez que o servidor cai, outra boa idéia.

Concluindo:
É estrapolar demais dizer que é um framework de desenvolvimento? Pense nisso. Mas como toda "nova" tecnologia, ela ainda sofre bastante preconceito. Assim como blogs uma vez já foram vistos como diários virtuais.

Aliás, engraçado como tem que gente ainda não se deu conta do poder da blogosfera. E, de fato, ainda pensa que só serve de diário. Blogosfera, taí uma palavra que ainda não está engajada. Tema do próximo post?

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Amazon Kindle e a moda dos livros digitais

A discussão do momento é a nova onda de livros digitais e esse tal de Amazon Kindle. Tomei conhecimento desse assunto por um email de um amigo meu - Leandro "Trecker" Gabriel. Segue o email na íntegra:
"Com o anúncio da Amazon do Kindle, seu mais novo prodiço (produto feito para vender serviço), surge a mesma questão que gerou furor nos tempos do Napster e amor nos tempos do cólera: O que será das editoras? Será o início definitivo da era pós-Gutemberg? O que fazer com o papel? Pra que servirão os eucaliptos?

Calma, cara-pálida. Não se preoucupe com as ações das empresas de celulose, essas ainda terão vida longa. A questão pertinente aqui é em relação às editoras. Será que dezenas de editoras vão ruir perante às primeiras que abraçarem de coração o novo modelo de distribuição?

Antes disso, uma explicação. O Kindle é um leitor de livros eletrônicos que promete "desaparecer" em suas mãos durante a leitura. O livro, enquanto lido, é praticamente imperceptível como mídia, restando apenas a palavra do autor sem papel nem tinta no caminho de sua mente para a do leitor, oferencendo conforto absoluto. Os leitores lançados até hoje não tinham essa característica, pareciam fugir disso como o diabo da cruz.

Além de não precisar de uma segunda plataforma para obter as músicas (tem conexão Wireless e é ligado ao serviço Amazon de compra de e-books), o Kindle promete leitura confortável, pois utiliza partículas de tinta reais ( e-ink) e sua tela não tem o brilho das telas comuns, além de refletir tanta luz quando um papel comum. O produto já é comparado ao iPod e a Amazon espera uma febre similar.

As editoras, ao contrário das gravadoras, parecem não estar desesperadas em relação à onda de leituras eletrônicas. Até porque, as vendas de livros não parecem ter sido muito afetadas até hoje, o que pode significar que a febre ainda não pegou. Talvez faltasse um dispositivo de alta mobilidade voltado para leitura, não falta mais. A disponibilização de edições eletrônicas, apesar de não absoluta, já é uma prática comum e em franca expansão.

Vender livros eletrônicos reduz drasticamente o ciclo de uma editora, não havendo a necessidade de imprimir. Além de cortar de forma aberrativa os custos. Tá bom, tudo bem, mas se a editora não vai imprimir, pra que ela vai servir? Pra que o autor vai "perder ganhos" com ela, pagando seus altos percentuais? Ora, pra que ela cumpra a sua função! As editoras, em tese, servem também para fazer todo o trabalho de divulgar o livro e, quem sabe, emplacá-lo como best seller no New York Times. Nada impede de autores resolverem divulgar seus livros em blogs e vender edições eletrônicas, antes eles não tinham a grana pra imprimir.

Enfim, a tendência é que o acesso ao mercado de consumo de arte com propriedade intelectual seja facilidado tanto do lado dos autores quanto dos consumidores. Foi assim com a música, está sendo com o livro e o próximo é a TV. Espero ansiosamente para que o TiVo chegue em Terra Brasilis logo."
E pra dar continuidade na discussão, gostaria de deixar alguns pontos de interrogação em aberto:
  • O design não me agradou nem um pouco. Será que eles já viram o iPod Touch ou o iPhone?
  • E o lance do DRM? Tem?
  • (e agora pondo lenha na fogueira) se esse aparelhinho tivesse padrões abertos talvez fosse infinitamente mais interessante. Ter a possibilidade de desenvolver novos aplicativos, exportar novos serviços e fazer a tão falada convergência de mídias. Cadê o pensamento 2.0 desse pessoal?
  • Falando em convergência, quem iria comprar algo que SÓ lê e-books? Ok, entra na internet e compra e-books da Amazon, mas mesmo assim, não posso ler meus PDF's? Em suma: Padrões fechados fedem a cocô.
(atualização 26/nov/2007 - 23:05)
Acho que acabei esquecendo da minha opinião sobre o brinquedo. Não, eu não compraria um desses por alguns motivos simples:
  • Quanto a questão da convergência de mídia, eu não quero um aparelho que leia (e compre) e-books e ponto. Posso ter um PDA (ou até um SmartPhone) que acesse redes Wi-Fi e ter a liberdade de ler minhas nótícias / blogs / feeds RSS sem ter que comprar nada. Poder ler meus emails enquanto ouço minha banda predileta e, quem sabe mais tarde, ligar por VOIP para minha casa. Mas e os e-books? A maioria dos ebooks que preciso ler estão disponíveis gratuitamente em PDF. E quanto aos outros...
  • Os outros livros eu prefiro papel. Cheirar o papel, folhear, ler a orelha e guardar na prateleira. Esse é um prazer estranho que poucas pessoas tem. Ler coisas de papel ainda é muito bom, acredite! :-)
  • Padrões fechados, DRM e outras cossitas más: Inconcebível o lançamento de um produto com padrões fechados hoje em dia. A maior sacada do ano foi o lançamento do Google Android (que infelizmente não tive tempo de escrever aqui no blog). Imaginem a imensa gama de possibilidades quando se tem padrões abertos, API's e cérebros nerds fervendo para fazer coisas legais. Estouro de sucesso - agora imagine isso recompensado com 10 milhões de dólares. Poisé.
  • Eu ainda acho que isso foi um tiro no pé. Do tipo: "gastou dinheiro a tôa". Mas esta é só minha humilde opinião...Vai que isso estoura! Vou ter que engolir cada bit escrito nesse post. :-P

Algumas referências: