This should be a fast-post at anywhere else, but since this is an almost-technical-matter I'll write this post here. I promise it will take more than 140 chars. :)
These days we've been in touch with that p2p crap more than ever. Cybercrimes, PirateBay, Peter Sunde and all that shit surrounding copyrights. I am not discussing this, they're right! We should be able to share midia and content freely at internet... But the point I wanna get is not that.
I was watching MTV Brazil yesterday and I came across an interview where some guy (it doesn't matter the name) points that the trends (oh, the trends) are going to a completely different way: The streaming media. Yes, that's it. Websites like last.fm are overwriting the P2P concept. "Yeah! End of the problem!" you might think - as I thought as well. But two seconds later I realized that this is bullshit. Understand, while our mp3 players and car players doesn't play streaming media, we will still have P2P ruling our connections. Ok, going a little bit deep inside this matter, just think about the infrastructure we would need to have our iPods playing streaming media. This is enough complications for a single post. :)
And just another thought: When I BUY media, I want to do whatever I want with it. Play at my computer (fuck DRM!), play at my cellphone, play in my car driving to work... God, streaming media don't make any sense at all to me.
Sobrevivente de uma experiência sensacional, a Virada Cultural veio para mudar algumas opiniões e rever alguns conceitos sobre cultura. De longe o meior evento de cultura (não-nerd) que fui até hoje. A prefeitura de São Paulo está de parabéns pela organização e promoção de um evento como este, que no mínimo é interessante e vale prestar um pouco de atenção.
Acesso livre à cultura!
Foi a primeira vez que fui à uma Virada Cultural e já digo de cara: Parabéns à Prefeitura por essa excelente iniciativa. Sem demagogia ou pieguisse! O livre acesso à cultura deve ser promovido em todos os pontos (e não apenas ao software livre, que é o que defendo aqui neste blog). Dar a chance à população ampliar seus horizontes e sair da limitação que a caixa da TV impõe é fundamental.
Este termo se refere àqueles filmes com um panorama futurista caótico. Normalmente mais escuros, envolvem tramas complexas e intrigantes: Blade Runner, V for Vendetta e Sin City são exemplos destes cenários de ficção. Mas que diabos isso tem a ver? Bom, só estando às 3h da manhã no centro histórico de São Paulo pra entender realmente do que estou falando. A sensação é de completa imersão em um submundo. Sociedades complexas e seus guetos espalhados pelas calçadas e em volta dos palcos. Punks, indies, clubbers e o que mais você quiser. Todos com o mesmo objetivo: Consumir cultura. Esta é desta distopia que falo. Um evento que muda completamente um local, reune pessoas e torna a experiência realmente rica.
(obs importante: Entenda cultura como toda forma de expressão e arte. Seja uma banda barulhenta, um poeta e sua trupe ou um grafiteiro demarcando sua tribo.)
As atrações que vi:
Fomos ao Sesc Ipiranga com o objetivo de ver Fernanda Porto e acabamos vendo uma mostra de cinema com um breve episódio de Charles Chaplin e a banda Sandália de Prata. Esta última é uma banda bastante agradável de samba-rock, ritmo dançante e envolvente. Fernanda Porto dispensa comentários. Uma musicista de primeira que mandou muito bem em todos os intrumentos que tocou: Saxofone, percursão, teclado, violão e guitarra. Tocou hits de seus dois álbuns, Samba Dois de Los Hermanos e ainda duas músicas que já estão no álbum novo. Simplesmente fantástico.
Depois de perambular pelo centro, ver o finalzinho de Paul Di'anno, tirar um cochilo no meio da República (feito Woodstock) e tomar uns tragos de conhaque pra esquentar a alma, resolvemos ir até a São João e esperar pelo Teatro Mágico. A espera nos surpreendeu com um grande presente: A alvorada. O amanhecer visto da Avenida São João foi indescritível. E o belíssimo dia que surgiu veio acompanhado do show do Fernando Anitelli e sua trupe.
O Teatro Mágico veio e lotou (ainda mais) a avenida. Suas músicas poéticas e seu show performático encantou a todos os presentes. Seu discurso quase comunista de compartilhamento livre de conteúdo me cativa demais. Um viva à cultura livre. Um viva à midia independente. :-)
(Avenida São João como nunca antes vista. No amenhecer de domingo)
Pontos fracos.
A sugeira. Definitivamente o ser humano não sabe o lugar de lixo. Isso (infelizmente) completa ainda mais a cena distópica do centro de São Paulo. As ruelas e travessas viraram mictórios públicos. O odor forte e a sujeira fora o ponto mais baixo do evento.
Ponto fortíssimo:
A cobertura do Radar Cultura foi excelente. Fora a cobertura pelo Twitter, com informações sendo lançadas em tempo real, houve também um serviço colaborativo de cobertura do evento. O Radar Cultura disponibilizou um número de telefone fixo, para o qual um cidadão poderia ligar de onde estivesse e dar seu depoimento: Está bom, está ruim, está com fila... E o resultado é um grande jornalismo de vanguarda. Um jornalismo 2.0 :-) (Devo escrever ainda esta semana no oniscienteColetivo sobre este grande exemplo de jornalisto 2.0 que é o Radar Cultura)
Dicas de um novato em Virada Cultural:
Leve uma blusa. De madrugada a temperatura costuma despencar.
Recomendo levar um saco de dormir. Você pode dormir no gramado da praça da República sem necessariamente criogenar seus órgãos vitais.
Use calçados confortáveis e que não entrem água facilmente (vide tópico sobre os pontos negativos)
Programe-se bem. Marque o que quer assistir e, se estiver em grupos de amigos múltiplos de 4, considere a opção de pegar um taxi e dividir os custos.
Vale MUITO a pena dormir de madrugada (caso este período não tenham eventos que te interessem, claro). Muitas atrações interessantes ficam no final do segundo dia, e quem não guardou energia não aguenta mesmo.
Concluindo:
"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena" - Fernando Pessoa.
Ver seus artistas prediletos, perambular pelo centro antigo de madrugada e ainda ver o sol nascer na Avenida São João nem te faz lembrar da exaustão física. Só me dei conta disso quando cheguei em casa... :-)
Tudo começou assim: Aluísio falou pra dona Ursula que falou pra mim. Deste modo ficamos sabendo que a Fernanda Takai estaria na Fnac do Shopping D.Pedro fazendo uma tarde de autógrafos mostrando seus novos trabalhos: O CD novo da carreira solo "Onde Brilhem os Olhos Seus" e seu (não tão novo) livro - "Nunca subestime uma mulherzinha".
Onde brilham os olhos seus - Carreira solo de Fernanda Takai
Como todo bom fã, a minha ida à Fnac não foi a tôa. Me rendeu um autógrafo e uma foto, claro :-)