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sábado, 10 de outubro de 2009

Googe Wave, a (r)evolução da comunicação

Pois bem, eu mal ganhei convite de usuário pro Google Wave e já estou me metendo a dissertar sobre o tema. Aliás, agradecimentos ao Duda Nogueira pela cortesia :-)

Antes de sair lendo o post, devo avisar que não será nada técnico. Mas como? Simples, são apenas algumas divagações que fiz a respeito do que pode acontecer com a forma com que trocamos informações. Já aviso que para entender melhor o que vou falar, assista a palestra de lançamento da early-release-developer-preview versão alfa no Google IO. Para facilitar a vida, posto dito ai em baixo:



Depois de ver o vídeo, surgiram alguns pensamentos aleatórios:

1) Convergência: Tudo-numa-coisa-só-conectado-ao-mesmo-tempo-agora. O conceito de email acabou, o conceito de IM acabou e o conceito de micro blogging também acabou. Agora TUDO o que circula por aí é uma wave. No fundo no fundo Google Wave serve como um proxy transparente para qualquer outro aplicativo que você queria usar. O aplicativo abstrai todos esses conceitos e mostra ao usuário o que realmente importa: A informação. Não importa se é em tempo real ou se é assíncrono, a informação está lá pra quando o usuário quiser/puder interagir.

Até aí no big deal.

2) Mobilidade: Pegue tudo isso e junte à idéia de objeto compartilhado - o que nos leva imediatamente à edição colaborativa. Agora coloque tudo isso dentro de um celular device interessante... (pensamento viciado) ...Como por exemplo o N900. Em qualquer lugar você vai poder discutir assuntos tão facilmente quanto se estivesse em uma mesa de bar, vai poder compartilhar e mostrar suas fotos em tempo real tão fácil quanto se estivesse na sala de casa conversando com seus pais, vai poder debater o projeto da firma de forma tão simples quanto em um brainstorm, vai poder... (e por ai vai)

3) Hackers of the world, unite! Agora vem a coisa legal, a API é aberta. Vamos poder brincar de desenvolver gadgets, widgets e qualquer-coisa-dgets que quisermos pra esse brinquedo novo. Widgets que faça um parser das datas escritas no texto e diga a previsão do tempo, um bot que fale com redes IRC, um widget faça café e misto-quente-fatiado quando eu acordar, ah seila.

Pode até ser exagero meu, ok. Mas eu só cheguei nessas conclusões por dois motivos: (1) Observei a tremenda revolução que o sistema de microblog fez nos meios de comunicação e (2) assisti Wall-E umas 3 vezes. Não, nenhum entorpecente envolvido.

A conclusão (por que todo texto longo deve ter uma conclusão) é que só esperando pra ver e sacar qualé. E isso me remete a um pensamento que tive na época que trabalhava no Pukas: Quando a gente desenha uma ferramenta, esperamos que os usuários usem assim, o que não impede que os usuários a usem assado ou cozido. Que eu me recorde, blogs e microblogs aconteceu exatamente assim. Logo, só esperando pra sacar qualé mesmo.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Google Latitude e o big brother ao contrário

Post rápido devaneando sobre o novo Google Latitude.

Em época de Big Brother na Globo, todo mundo eufórico pra saber quem vai pro paredão ou quem pegou quem, eis que surge Google Latitude. E eu me pergunto: O que está acontecendo com a cabeça da moçada? À medida que as tecnologias de comunicação evoluem, a vigilancia da informação está aumentando no sentido contrário. Prof. Luli contou ao Serginho Groisman um pouco da teoria que envolve esse tipo de comportamento. Voluntariamente internautas expõem suas vidas em forma de twitts, músicas, fotos, leituras e links. Ok, confesso que hoje eu me peguei preocupado até demais com o scrobler do meu player de mp3. Entrei no last.fm e não vi minhas músicas lá! Como assim? Até eu? Scroblear músicas é mais importante que ouvir? Vix.





Voltando pro Google Latitude, agora não falta mais nada: O Grande Irmão tem sua posição geográfica também. Cabe na cabeça esse barulho? Na minha não cabe. Mas mesmo assim, fanzão de tecnologias que sou, fui lá eu baixar o menino pro meu celular.

Os mais céticos dirão: Mas imagina uma frota de caminhões sendo monitorada? E se você pudesse saber exatamente onde está o carteiro que vai entregar seu headset do mercado livre? Ah, tecnologia nós já temos: GPS e 3G em celular estão aí pra isso. Agora é só inventar.

Mas, vem cá, pessoas normais usando isso? E o grande irmão agora também vai saber quando e onde você está. Ok, mas onde eu quero chegar? Não é post de teoria da conspiração. Google não obriga você a usar nada, a pergunta é do outro lado: E aí onde vamos parar? Por que sentimos essa necessidade aberrativa de abrir nossas vidas na internet? Ok virou um meta-post :)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

oC no segundo #Descolagem do #NAVE

Quentinho, saindo do forno direto do oniscienteColetivo:

Como o @trecker já disse por aqui mesmo, o evento é fodástico por natureza. Aquele lugar cheira tecnolgia e inovação. Realmente uma pena eu não poder ter ido ao primeiro #descolagem. E agora um aviso: Este post não trata do evento em si, suas despalestras, asuntos interessantes ou #botecamp. Vou falar de uma discussão que esse evento gerou aqui em casa: O acesso de forma elitisada à informação.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Supercomputador, criptografia e teoria da conspiração

Neste post vou falar sobre o novo supercomputador da IBM: O RoadRunner. Questiono a meaça que ele pode trazer com sua capacidade de processamento para quebrar chaves de criptografia. E já aviso, este post é pra fazer barulho mesmo!

(Foto de uma parte do RoadRunner. Não, quando ele boota ele não faz "Meep, meep!"[1])

Semana passada a IBM, como já é de costume, anunciou o lançamento de mais um super computador, o RoadRunner.
Realmente um excelente trabalho da equipe de P&D da IBM. Pra quem não conhecia, o BlueGene era o antigo computador mais rápido do mundo. Obviamente existem muitas diferenças entre os dois projetos, incluindo arquitetura, número de nós, consumo de energia e tal. Mas a diferença mais gritante é a velocidade de processamento: BlueGene batia a casa de 500 Tera-FLOPS (500 vezes dez elevado a doze operações de ponto flutuante por segundo) enquanto RoadRunner atinge a casa de 1,7 Peta-FLOPS (1,7 vezes 10 elevado a quinze operações de ponto flutuante por segundo).

O ponto interessante do RoadRunner que tange nossa discussão é justamente: Não é lá muito poder de processamento pra um cara só? Explico:

"IBM built the computer for the U.S. Department of Energy's (DOE) National Nuclear Security Administration."

"The DOE plans to use the computer for simulating how nuclear materials age in order to predict whether the USA's aging arsenal of nuclear weapons is safe and reliable. Other uses for the Roadrunner include the sciences, financial, automotive and aerospace industries."


Como a já conhecida teoria da conspiração sobre 11/set[2], eu realmente não consigo acreditar que o governo (leia: FBI) não vá colocar pelo menos um pouquinho de suas garras nesse brinquedo. Com qual finalidade? Bom, todo esse poder de processamento pode ser usado para quebrar criptografia de alguns níveis. E não pense que isso é exagero da minha parte, veja um artigo publica por um aluno da USP sobre o mesmo tema:


"Nos Estados Unidos, a política em relação a exportação de tecnologia de criptografia é de extrema severidade. A Agência de Segurança nacional (NSA) dos Estados Unidos, para garantir o acesso as informações transmitidas, exige que as empresas que desenvolvem tecnologias de encriptação mostrem seus algoritmos ao governo antes de exportá-los. Também limitaram o tamanho da chave utilizada no código a ser exportado. Até janeiro, esse limite era de 48 bits, mas foi aumentado para 64 bits. Em virtude dessas restrições, os Estados Unidos dificultam o desenvolvimento de padrões internacionais de encriptação e geram problemas de incompatibilidades, para as empresas de tecnologia local. "Essa situação fez com que outros países, como a Suiça, Alemanha, Israel, Irlanda, França e Austrália, ocupassem o mercado de produtos de encriptação." diz o diretor da Base, Steinberg."

Observação pertinente: entrei em contato com o autor do texto, Elias Yoshiaki Yoshida, para conseguir mais informações a respeito do assunto e referências sobre esse fragmento em especial, mas não obtive resposta. O site do artigo referencia muitas fontes interessantes que valem a pena dar uma olhada.

E pronto, chegamos ao ponto: Essa foi uma tentativa de gerar barulho sobre esse tema pra fazer os computeiros pensarem um pouco mais sobre esse assunto. E talvez entender que definitivamente política de segurança estadonidense de cu é rola.

Referências:
[1]: Roadrunner é o termo original para o nosso Papaléguas.
[2]: Para entender a teoria que gira em torno do 11 de setembro assista ao filme Zeitgeist.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Aquecimento global nos quadrinhos

Já faz um tempo que ando lendo este quadrinho: fd8. Estes quadrinhos às vezes não tem senso algum. Às vezes tratando de filosofias, às vezes nada. Mas hoje em especial recebi minha tirinha via RSS* que achei espetacular e resolvi postar por aqui:


Just read and think in what you've been doing. This could be enough :-)
[fonte: http://f8d.org/?c=196]

*Mais umas daquelas desculpas que o pessoal já está cansado de ler: Quando tiver mais tempo prometo escrever sobre RSS (pra você Marina). E ainda, fazer a parada de feedburner pra mais pessoas poderem assinar meu RSS (essa é pra você, Alves)

terça-feira, 12 de junho de 2007

Meu texto predileto desde a oitava série

Será mesmo? Será esse o primeiro post não-nerd desse blog? As vezes acho díficil escrever algo não técnico. As vezes não. Deve ser apenas vomitar os pensamentos que estão por aqui. Aqueles que querem sair e você não sabe por onde, ou onde por. As vezes nem é pra por de fato. Ou não. Não deve ser lá muito complicado, coloca-se uns pontos e umas vírgulas pelo caminho e ponto! Commit Post! :-) Tá...

Tempos estranhos esses né? Tempos em que a gente não consegue decidir o que fazer, se quer café ou chá (ou os dois). Se quer trabalhar, se quer estudar, se quer fazer os dois sem sequer viver? Tudo não dá! Até ontem era até fácil prever o futuro. Estudar, camelar, passar ou bombar e continuar estudando (camelando e bombando). Mas e agora? Já disse um grande amigo meu: "Pois é, agora começa a chegar a crise do final do curso, quando você ve a sua maior meta se concluindo, a treta se torna achar outras metas pra seguir. Mas sussa, é só fazer o que gosta e que se foda o resto". Mas essa é a parte fácil (ou pelo menos deveria). Difícil mesmo é entrar em harmonia consigo mesmo e entender o que há. Sabe quando o perna longa pergunta: "O que é que há velhinho?" e você não faz idéia da resposta? E se bobear você nem entendeu direito a pergunta do toelho. Poisé.

Mas não é só isso que está estranho no ar. Alguém mais sente esse cheiro? Algo como bolo de chocolate com almíscar...Ahmm, Rocombole! É isso! Mudanças devem estar por vir e eu ainda não percebi. Algo como sair do casulo, polinizar margarida do vizinho ou até mesmo apenas pegar o ônibus certo as vezes já basta. Ou não. Será?

A única coisa que sei é que to devendo o que o título promete. E claro, não lembrei desse texto a toa.

MUDANÇA

Mude, mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a
velocidade.

Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.

Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas,
calmamente, observando com
atenção os lugares por onde você passa.

Tome outros ônibus.

Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os seus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia,
ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.

Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama...
Depois, procure dormir em outras camas
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais... leia outros livros.

Viva outros romances.

Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.

Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.

Corrija a postura.

Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores, novas delícias.

Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo método, o novo sabor,
o novo jeito, o novo prazer, o novo amor.

A nova vida.

Tente.

Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.

Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida,
compre pão em outra padaria.

Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.

Escolha outro mercado... outra marca de sabonete,
outro creme dental...
Tome banho em novos horários.

Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.

Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.

Troque de bolsa, de carteira, de malas,
troque de carro, compre novos
óculos, escreva outras poesias.

Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.

Abra conta em outro banco.

Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros,
outros teatros, visite novos museus.

Mude.

Lembre-se de que a Vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light, mais prazeroso,
mais digno, mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.

Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.

Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já
conhecidas, mas não é isso o que importa.

O mais importante é a mudança,
o movimento, o dinamismo, a energia.

Só o que está morto não muda !

Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco,
sem o qual a vida não vale a pena !!!

Clarice Lispector