quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Use e divulgue o Open Document Format (ODF)

O texto que segue é de autoria de Juliano Martins - IBM Brasil. Tem muito material excelente sobre ODF (e OpenXML) no blog do Avi (também IBM Brasil), mas este post em particular me chamou a atenção pela explicação clara e breve das coisas. Aproveitando, deixo aqui meu apelo de fim de ano: Vamos espalhar estas informações, vamos adotar definitivamente ODF! :-)

"Motivado por criticas construtivas feitas por pessoas que viram meu post sobre Linux disponibilizando uma apresentação em PPT, resolvi criar este post bem básico, sobre ODF. Espero que colabore para que leigos conheçam o padrão e ajude na sua adoção. Desde já estou aberto a críticas e sugestões. Boa leitura!!!

Cada vez mais nós (governos, contribuintes, empresas, etc) estamos deixando de armazenar documentos em papel e armazenando em meio eletrônico. Isso é fato. O grande problema que surge neste contexto, é que a forma que uma pessoa armazenou o dado, pode não ser acessível para outro devido ao seu formato. Hoje estamos numa situação como ilustra a figura abaixo: [...]"

Link para o post completo:
Use e divulgue o Open Document Format (ODF)

domingo, 16 de dezembro de 2007

Retrô 2007, Melhores momentos do blog

Achei uma boa idéia fazer uma retrospectiva de 2007 como um dos últimos (senão o último) post do ano. Foram tantas tecnologias, eventos e idéias que merecem ter uma atenção maior e um espaço na nossa seção retrô 2007 :-) Vou citar apenas um post por mês, caso você queria ver mais posts, pode seguir os links nos títulos dos tópicos.
  • Fevereiro: Foi o começo de tudo. Postei uma dicazinha do Vim e o mês já acabou. No começo pensei que fosse falar de técnicas, dicas de vim, ou soluções Linux, mas acabei desbancando pro lado da web. Quem sabe ainda não volto um dia?

  • Março: Mais dicas! Mas dessa vez fiquei MUITO contente em compartilhar com os leitores a nossa descoberta: Como consultar bases científicas de casa usando OpenSSH. Putz, Edjunior se superou quando descobrimos como fazer isso funcionar.
  • Abril: Livros do O'Reilly on line! E por muito tempo, esse foi o link mais acessado do meu blog. Ganhando disparado de qualquer outro post quando o assunto era buscado diretamente por palavras chaves (download, livros e gratuito) no Google.

  • Maio: A grande vedete do mês foi a metodologia GTD de organização de tarefas e assuntos pessoais. Sim, eu continuo usando e sim, continua sendo bastante efetivo. Já estou pensando na minha agenda pro ano que vem (e possívelmente em uma lousa branca para anotar idéias).

  • Junho: O final do primeiro semestre de 2007 foi assim: Sem tempo para posts longos por causa das provas e trabalhos, e por isso piadinhas nerds e vídeos do YouTube. Esse mesmo fim de semestre conturbado trazia consigo as dúvias e melancolias do fim da faculdade, meu texto predileto desde a oitava série traduziu em palavras alguns sentimentos incertos que estavam rolando por aqui.

  • Julho: Essa DEVE ser lembrada: Nunca usem aquela opção do capeta no xorg.conf. Quase me deixou careca ter uma ATI 200M e ter quase 500 FPS. Mas pronto, resolvido.

  • Agosto: E enfim aconteceu! O grande curso de Linux da InfoJr! Primeira vez que dei aula! E foi uma experiência inigualável. Muito obrigado mais uma vez equipe InfoJr.
  • Setembro: Finalmente a telefônica liberou a palhaçada que fazia com provedores. Agora já fica mais acessível pra colocar speedy na casa dos meus pais. Espero fazê-lo em 2008.

  • Outubro: Pronto, fui pro lado negro da força. E ainda estou nele. Sempre tive um pézinho na web, e depois do fantástico Intercon2007, fui completamente seduzido. Um excelente evento com idéias inovadoras, pessoas interessantes e comportamentos estranhos. Pronto, conheci o Twitter.

  • Novembro: Esse mês não vou conseguir falar de uma coisa só. Rolou a excelente experiência de dar uma palestra na grande SECCOMP 2007. E depois dessa, a explosão de twitters. Todo mundo usando e sem se quer sabendo direito pra que servia.
  • Dezembro: E o ano já está acabando. Mas ainda dá tempo de fazer um Mashup dos RSS's do BR-Linux com Twitter - pronto, receba as manchetes no seu celular! Dá tempo até de ter um meta-post da retrospectiva 2007.
Este provavelmente foi o último post do ano, portanto desejo um feliz natal e um excelente 2008 aos leitores. Muito sucesso, saúde, paz e nerdices a todos. E preparem-se, 2008 vem ai com muitas novidades pro blog :-)

Abraço!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Twitter e BR-Linux, manchetes no seu celular

Eu sabia, eu disse! Foi uma questão de tempo até que eu achasse na web um web service que fizesse isso. O fato é que achei, montei e agora está ai. Funcionando :-) Mas do que eu to falando afinal? Estou falando do Twitter, dos RSSs do BR-Linux e do serviço Twitterfeed. Juntei todos eles e agora temos manchetes do BR-Linux no celular gratuitamente e em tempo real.
  • Mas como funciona? Fiz o serviço Twitterfeed alimentar o usuário @brlinuxautomaticamente assim que notícias novas são publicadas.
  • Como uso isso?É só seguir o usuário @brlinux, simples e fácil.
(atualizado em 07/12) E última noítica: Já estamos até famosos, saímos no BR-Linux! :-)

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

I am 65% geek!

Em homenagem ao meu amigo Guilherme "Fofo" Prado, um post semi-inútil. :-)


65% Geek

Twitter, modismo ou (r)evolução?

Quando o assunto é comunicação, a moda está no Twitter, O buzzword do momento.
Micro-blogging, feeds pessoais e mais um monte de apelidos. Mas pra que serve? Como funciona? E afinal: É útil mesmo ou é só mais um serviço web2.0? Vamos esclarecer todas essas dúvidas neste post. E mais: Algumas idéias (realmente) interessantes de uso do Twitter!


O que é e pra que serve?
O propósito inicial do Twitter é responder o que a caixa de texto pergunta: "What are you doing now?". Em poucas palavras, responda a essa pergunta em 140 caracteres. Essas informações são exportadas em forma de RSS, e portando pode ser assinado e lido como qualquer outro feed. O diferencial é que você pode receber esses feeds por diversas maneiras: Leitor de feeds RSS, GTalk e (a grande inovação) diretamente no seu celular - e de graça. O termo da vez agora é seguir a pessoa e não mais assinar o feed. Portanto você pode seguir a pessoa e receber suas atualizações diretamente no seu celular / MSN / Gtalk.

Inútil, ou quase isso...
Poisé, a priore pode ser a coisa mais banal e estúpida do mundo. Eu mesmo, quando vi pela primeira vez, li a descrição e fechei a aba logo em seguida. Perda de tempo! Pensei. Mas depois que fui ao Intercon, algumas idéias mudaram de forma e os conceitos foram refeitos. Pronto, estou viciado em Twitter! Mas calma, vou explicar.

O primeiro contato,
Como disse, foi no Intercon. A medida que as palestras rolavam, as pessoas iam twittando e bloggando furiosamente informações em tempo real. Pessoas ao redor do mundo poderiam acompanhar em seus celulares o que ia acontecendo. Em tempo real. De graça!

No dia-a-dia:
As pessoas começaram a ignorar o lema "what are you doing now?" e começaram a twittar sobre assuntos adversos. O real micro-blogging. Um dos meus usos é justamente seguir pessoas influentes que possuem idéias interessantes. Prof. Luli, Fábio Seixas e Sulamita Garcia são algumas das pessoas que sigo. Sempre postando idéias, tendências e tecnologias. Fico antenado no que está acontecendo mesmo longe do PC.

Outro uso que faço é seguir portais que possuem Twitter: Último Segundo e IDG Now! são os que eu sigo e recebo notícias e informações em tempo real. E novamente, a idéia é continuar on-line mesmo distante do computador. Mais uma mudança de comportamento causada pela tencologia? Talvez.

Idéias borbulhando...
Como disse na minha palestra da seccomp sobre padrões abertos e web2.0, o Twitter não poderia estar de fora: Tem uma API aberta? Tem sim senhor! Podemos mashupeá-lo então com "n" outras API's e fazer algo realmente interessante. Usá-lo juntamente com o Remember the milk e poder twittar compromissos diretamente do celular, excelente idéia! Fazer um web-service com um feed de notícias e o Twitter, receber notícias atualizadas mesmo longe do computador...E por ai vai. Mashup's a vontade.

Uso empresarial:
Não sabia, mas tem empresas usando Twitter. As informações são Twittadas e os funcionários ficam alinhados com os projetos em tempo real. Fazer um web-service que twitta toda vez que o servidor cai, outra boa idéia.

Concluindo:
É estrapolar demais dizer que é um framework de desenvolvimento? Pense nisso. Mas como toda "nova" tecnologia, ela ainda sofre bastante preconceito. Assim como blogs uma vez já foram vistos como diários virtuais.

Aliás, engraçado como tem que gente ainda não se deu conta do poder da blogosfera. E, de fato, ainda pensa que só serve de diário. Blogosfera, taí uma palavra que ainda não está engajada. Tema do próximo post?

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Amazon Kindle e a moda dos livros digitais

A discussão do momento é a nova onda de livros digitais e esse tal de Amazon Kindle. Tomei conhecimento desse assunto por um email de um amigo meu - Leandro "Trecker" Gabriel. Segue o email na íntegra:
"Com o anúncio da Amazon do Kindle, seu mais novo prodiço (produto feito para vender serviço), surge a mesma questão que gerou furor nos tempos do Napster e amor nos tempos do cólera: O que será das editoras? Será o início definitivo da era pós-Gutemberg? O que fazer com o papel? Pra que servirão os eucaliptos?

Calma, cara-pálida. Não se preoucupe com as ações das empresas de celulose, essas ainda terão vida longa. A questão pertinente aqui é em relação às editoras. Será que dezenas de editoras vão ruir perante às primeiras que abraçarem de coração o novo modelo de distribuição?

Antes disso, uma explicação. O Kindle é um leitor de livros eletrônicos que promete "desaparecer" em suas mãos durante a leitura. O livro, enquanto lido, é praticamente imperceptível como mídia, restando apenas a palavra do autor sem papel nem tinta no caminho de sua mente para a do leitor, oferencendo conforto absoluto. Os leitores lançados até hoje não tinham essa característica, pareciam fugir disso como o diabo da cruz.

Além de não precisar de uma segunda plataforma para obter as músicas (tem conexão Wireless e é ligado ao serviço Amazon de compra de e-books), o Kindle promete leitura confortável, pois utiliza partículas de tinta reais ( e-ink) e sua tela não tem o brilho das telas comuns, além de refletir tanta luz quando um papel comum. O produto já é comparado ao iPod e a Amazon espera uma febre similar.

As editoras, ao contrário das gravadoras, parecem não estar desesperadas em relação à onda de leituras eletrônicas. Até porque, as vendas de livros não parecem ter sido muito afetadas até hoje, o que pode significar que a febre ainda não pegou. Talvez faltasse um dispositivo de alta mobilidade voltado para leitura, não falta mais. A disponibilização de edições eletrônicas, apesar de não absoluta, já é uma prática comum e em franca expansão.

Vender livros eletrônicos reduz drasticamente o ciclo de uma editora, não havendo a necessidade de imprimir. Além de cortar de forma aberrativa os custos. Tá bom, tudo bem, mas se a editora não vai imprimir, pra que ela vai servir? Pra que o autor vai "perder ganhos" com ela, pagando seus altos percentuais? Ora, pra que ela cumpra a sua função! As editoras, em tese, servem também para fazer todo o trabalho de divulgar o livro e, quem sabe, emplacá-lo como best seller no New York Times. Nada impede de autores resolverem divulgar seus livros em blogs e vender edições eletrônicas, antes eles não tinham a grana pra imprimir.

Enfim, a tendência é que o acesso ao mercado de consumo de arte com propriedade intelectual seja facilidado tanto do lado dos autores quanto dos consumidores. Foi assim com a música, está sendo com o livro e o próximo é a TV. Espero ansiosamente para que o TiVo chegue em Terra Brasilis logo."
E pra dar continuidade na discussão, gostaria de deixar alguns pontos de interrogação em aberto:
  • O design não me agradou nem um pouco. Será que eles já viram o iPod Touch ou o iPhone?
  • E o lance do DRM? Tem?
  • (e agora pondo lenha na fogueira) se esse aparelhinho tivesse padrões abertos talvez fosse infinitamente mais interessante. Ter a possibilidade de desenvolver novos aplicativos, exportar novos serviços e fazer a tão falada convergência de mídias. Cadê o pensamento 2.0 desse pessoal?
  • Falando em convergência, quem iria comprar algo que SÓ lê e-books? Ok, entra na internet e compra e-books da Amazon, mas mesmo assim, não posso ler meus PDF's? Em suma: Padrões fechados fedem a cocô.
(atualização 26/nov/2007 - 23:05)
Acho que acabei esquecendo da minha opinião sobre o brinquedo. Não, eu não compraria um desses por alguns motivos simples:
  • Quanto a questão da convergência de mídia, eu não quero um aparelho que leia (e compre) e-books e ponto. Posso ter um PDA (ou até um SmartPhone) que acesse redes Wi-Fi e ter a liberdade de ler minhas nótícias / blogs / feeds RSS sem ter que comprar nada. Poder ler meus emails enquanto ouço minha banda predileta e, quem sabe mais tarde, ligar por VOIP para minha casa. Mas e os e-books? A maioria dos ebooks que preciso ler estão disponíveis gratuitamente em PDF. E quanto aos outros...
  • Os outros livros eu prefiro papel. Cheirar o papel, folhear, ler a orelha e guardar na prateleira. Esse é um prazer estranho que poucas pessoas tem. Ler coisas de papel ainda é muito bom, acredite! :-)
  • Padrões fechados, DRM e outras cossitas más: Inconcebível o lançamento de um produto com padrões fechados hoje em dia. A maior sacada do ano foi o lançamento do Google Android (que infelizmente não tive tempo de escrever aqui no blog). Imaginem a imensa gama de possibilidades quando se tem padrões abertos, API's e cérebros nerds fervendo para fazer coisas legais. Estouro de sucesso - agora imagine isso recompensado com 10 milhões de dólares. Poisé.
  • Eu ainda acho que isso foi um tiro no pé. Do tipo: "gastou dinheiro a tôa". Mas esta é só minha humilde opinião...Vai que isso estoura! Vou ter que engolir cada bit escrito nesse post. :-P

Algumas referências: